Esperamos serviço melhor, cobra vereadora Ana Portela após venda do Consórcio Guaicurus

Grupo que administra os ônibus foi negociado para empresa de Goiás Thalya Godoy - 21/07/2026 - 19:04

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Esperamos serviço melhor, cobra vereadora Ana Portela após venda do Consórcio Guaicurus

A vereadora Ana Portela (PL) apontou que a mudança no comando do transporte coletivo de Campo Grande precisa trazer melhorias para a população. A prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta terça-feira (21), que o Consórcio Guaicurus foi vendido para uma empresa de Goiás, a HP Mobilidade. 

 
 

“Chama a atenção uma empresa que, durante anos, alegou prejuízos, agora despertando interesse de compra. Essa negociação ainda precisa passar pela análise e anuência do poder público, e nós vamos acompanhar tudo de perto, tanto pela comissão interventora quanto nos processos da Agência Reguladora”, afirma. 

A relatora da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus, realizada em 2025, pela Câmara de Vereadores, disse que recebeu com “muita cautela” a informação da venda do grupo de empresas responsável pela concessão de ônibus. 

 

“Uma coisa precisa ficar clara, a mudança de dono não pode apagar a responsabilidade de quem deixou o transporte chegar ao estado em que está. No fim das contas, pouco importa quem está à frente do transporte coletivo, o que a população espera, merece e deve receber é um serviço melhor, com mais qualidade, segurança e respeito.

Venda do Consórcio
A prefeita Adriane Lopes (PP) foi comunicada oficialmente sobre a comercialização do Consórcio em reunião nesta terça-feira. “Hoje é mais um passo sendo dado dentro da intervenção”, afirmou. Há anos, a empresa é criticada pela má gestão do serviço prestado em Campo Grande.

 

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Ainda conforme a prefeita, o próximo passo é aguardar a anuência do poder público, que agora passa a cobrar as mudanças necessárias, após uma CPI e, mais recentemente, o início do processo de intervenção.

“Vejo essa notícia com bons olhos para a reestruturação do transporte de Campo Grande”, disse. A informação surge um dia após o Consórcio Guaicurus conseguir, temporariamente, bloquear o acesso dos interventores a R$ 46 milhões que estão em uma conta da empresa.

Venda teria começado há meses
Rumores sobre uma possível venda do Consórcio Guaicurus ganharam força em abril, quando os próprios funcionários começaram a observar movimentações fora do comum nas empresas e garagens consorciadas.

 
 

Na época, a reportagem do Jornal Midiamax confirmou que o conglomerado de empresas que detém concessão bilionária passou por uma auditoria externa, chamada de ‘due diligence‘ — uma espécie de raio-X da saúde financeira da empresa.

Esse seria o primeiro passo em um processo de venda. Normalmente, um relatório auditado serve como referência em negociações de empresas, pois contém análise profunda sobre a empresa e serve para basear processos de venda.

Além disso, estudos de impacto ambiental também teriam sido feitos. Ao longo dos últimos meses, fontes de dentro do Consórcio Guaicurus, ouvidas pela reportagem, confirmaram que o assunto era tratado entre funcionários.

 

“A conversa que circulou hoje é de que uma empresa vai assumir a operação, que vai trazer 100 veículos usados para substituir os mais críticos”, disse um funcionário, o qual preferiu manter o anonimato, em maio deste ano.

Intervenção pressiona o Consórcio
Em 17 de dezembro de 2025, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinou a abertura de processo para avaliar possível intervenção no Consórcio Guaicurus.

As empresas assumiram o transporte público da Capital em outubro de 2012 e, desde então, enfrentam duras críticas pela má qualidade do serviço oferecido. Nesse intervalo de tempo, o Consórcio Guaicurus já foi alvo de diversas CPIs, que sempre ‘terminaram em pizza’. A mais recente, no ano passado, teve relatório encaminhado ao MPMS, onde o caso está parado.