Crianças se arriscam para ir à escola passando uma por vez em ponte interditada.

Estrutura é de madeira, fica entre Terenos e Dois Irmãos do Buriti e já estava comprometida há mais tempo Por Cassia Modena | 17/08/2026 13:38 Campograndenews

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Crianças se arriscam para ir à escola passando uma por vez em ponte interditada.

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Há mais de seis meses, moradores e caseiros de mais de 400 chácaras e casas localizadas na divisa entre Terenos e Dois Irmãos do Buriti, estão sem acesso à ponte do Recanto Nuara. A situação da estrutura, que é de madeira, já estava ruim e piorou após as fortes chuvas do início deste ano. A Prefeitura de Terenos decidiu pela interdição em 4 de fevereiro deste ano.

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Nesta segunda-feira (17), o vice-presidente da Associação de Moradores do Recanto Nuara, Alex Chueriy, alertou que crianças estão tendo que atravessá-la para ir à escola, apesar dos riscos. "Elas passam uma por uma, todos os dias", conta. Os alunos moram no loteamento Paturi.

O representante da comunidade também pegou um barco e filmou a ponte por baixo. As imagens mostram que o pilar central entortou. Ele sustenta, principalmente, a parte da passarela que rebaixou.

Outra preocupação é com relação à sinalização. "Não tem placa, nennhum aviso. Um caminhão só veio e jogou um monte de areia para ninguém passar", afirma.

Ainda segundo Alex, houve um dia em que o carro com um idoso precisou passar em direção a um hospital. "O homem passou mal e acho que infartou. Passaram pela ponte de carro quando ainda não tinham colocado o aterro na cabeceira. Foi assim que ele conseguiu chegar em Terenos a tempo de ser atendido. A outra alternativa seria dar a volta por Cipolândia, mas daí poderia não ter aguentado", diz.

Licitação - Uma licitação foi lançada pela Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) para consertar a ponte, com valor estimado em R$ 1.302.304,3

Segundo a última atualização disponível no site do órgão, a sessão foi suspensa para apresentação de documentos pelas empresas interessadas em assumir a obra.

Alex e os moradores pedem urgência no caso, prevendo que em outubro o período chuvoso vai retornar e inviabilizar o trabalho.

O Campo Grande News questionou a assessoria de imprensa da Agesul sobre o andamento do processo licitatório e o prazo para a obra começar e encerrar. Não houve retorno até a publicação desta matéria, mas o espaço segue aberto