‘Polo’ que une o continente, MS precisa ampliar centros universitários, defende Vander

Deputado defende ampliação de bases universitárias para desafios peculiares de regiões como o Pantanal e as áreas de fronteira Fábio Oruê - 20/08/2026 - 17:51 Midiamax

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‘Polo’ que une o continente, MS precisa ampliar centros universitários, defende Vander

Deputado federal e candidato ao Senado em 2026, Vander Loubet (PT) defende que é preciso ampliar o universo de ofertas universitárias para atender aos novos desafios e às necessidades regionais peculiares de Mato Grosso do Sul, como as regiões isoladas do Pantanal e a fronteira.

Ele defende a necessidade de ajustes estruturais no processo de desenvolvimento, apontando a sustentabilidade humana e ambiental e a integração continental.

“O Estado tem um amplo contexto de influências, como a diversidade cultural, o meio ambiente, as atividades econômicas. Além de fatores civilizatórios, há questões contemporâneas, como a crise climática. Tudo isso gera impactos e problemas, cujas soluções estão na ciência e no conhecimento”, pontua.


 

Vander menciona transformações que já estão acontecendo, por exemplo, com o desenvolvimento da indústria e o extensivismo da exploração de recursos naturais, equiparando-se ao peso tradicional da agropecuária na base econômica.

“Além de tudo isso, o Estado tornou-se um ponto de referência na integração latino-americana, porque é estratégico na Rota Bioceânica, a partir da fronteira Brasil-Paraguai, e está entre os principais núcleos de exportação de commodities que vão operar pelo acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Como iremos nos desempenhar em um cenário desses sem o necessário conhecimento?”, questiona o parlamentar.

Soluções
Para Vander Loubet, algumas soluções já podem ser trabalhadas, como a mobilização pela Universidade do Pantanal, em Corumbá, e a proposta de criação da Universidade Latino-Americana.

Ele explica que um documento reivindicando a Universidade do Pantanal já chegou ao presidente Lula (PT) e conta que a Universidade da América Latina tinha entre seus defensores o ex-prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda.

“O Heitor, um dos maiores responsáveis pela realização da Rota Bioceânica, sonhava com uma instituição de ensino superior focada na integração cultural e na defesa dos valores civilizatórios dos povos do nosso continente. Sugeria, inclusive, que a Universidade tivesse campus em Porto Murtinho, saída do Corredor Bioceânico, e em cidades de países vizinhos”.

Ao concluir, Vander calcula que Mato Grosso do Sul precisa — e pode — formar um grande exército de técnicos, professores e cientistas para qualificar seu desenvolvimento, alinhando-o conceitualmente aos clamores de um tempo com sérios desafios e grandes esperanças.

“A crise climática é uma grave ameaça à humanidade e nós temos a melhor defesa, que é a ciência. Da mesma maneira, é o conhecimento a chave que temos para abrir os caminhos da justiça, da paz, da prosperidade”, finaliza.

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