Hashioka promete envolvimento do mandato em debate para a redução da dívida pública no Brasil
Passivo já chega a 82% do PIB e trava o desenvolvimento do país, mas há caminhos a serem defendidos, como a desindexação de gastos ligados ao salário mínimo. 12 de setembro de 2026 · 2 min de leitura · Danilo Galvão e Adriana Viana
Ex-prefeito, com boa experiência em gestão pública, Roberto Hashioka teme que o Brasil entre em crise dos serviços públicos, a partir de uma maior dificuldade dos municípios. É a opinião do candidato a deputado federal pelo nº 1000, que defende uma renegociação da dívida pública do Governo Federal, por meio de um debate sério promovido pelo Congresso Nacional.
Na visão de Hashioka, o atendimento ao cidadão em serviços essenciais tem sido prejudicado no país, em razão da dívida pública ter chegado ao patamar de 82% do PIB (Produto Interno Bruto). Em conversas com eleitores, o candidato tem abordado a questão, e lembrado que este passivo já supera com folga os investimentos em áreas como educação, saúde e assistência social.
“A dívida bruta do Governo Federal está em um valor absurdo de R$ 10,9 trilhões, inclusive com registro de aumento nominal recente. Cenário que demonstra o quanto se gasta mal, e se gasta muito, com serviços públicos no Brasil. Só de juros, referente a isso, são R$ 1,16 trilhão do dinheiro do contribuinte, comprometido por ano. Uma pauta que precisa ser debatida urgentemente no Congresso”, pondera o candidato do Republicanos, que tem a formação de engenheiro civil, com especialidade na construção de rodovias.
O caos se apresenta tão iminente, que boa parte das prefeituras do país vem acusando problemas financeiros. Um estudo da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), por exemplo, aponta que mais da metade das administrações municipais fecharam no vermelho em 2025. Um rombo estimado na ordem de R$ 33 bilhões, conforme análise da entidade.
“Ninguém mora na União, as pessoas vivem nos municípios, onde os serviços públicos devem ser de boa qualidade. Por isso, devemos resolver, o quanto antes, esse rombo, dando maior autonomia financeira aos prefeitos. Como deputado federal, quero aumentar ainda mais a minha contribuição para as cidades de Mato Grosso do Sul, e atuar em projetos técnicos de desenvolvimento”, esclarece Hashioka.
Entre as experiências do candidato, nos 45 anos de vida pública, e de ficha-limpa, um dos ciclos foi como Secretário de Estado de Administração e Desburocratização. Trabalho em que se destacou pela promoção da modernização de serviços públicos do Mato Grosso do Sul.