Alvo de operação em Sidrolândia, casal nega participação em cartel que teria fraudado R$ 3 milhões em licitações
Gaeco cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares Fábio Oruê, Gabriel Maymone - 28/10/2026 - 15:17 Midiamax
O secretário especial da Prefeitura de Sidrolândia, Welbet José Biaggi de Amorim, e sua esposa, a empresária Priscilla Depiné, negaram envolvimento no cartel que teria fraudado R$ 3 milhões em licitações por Mato Grosso do Sul. Eles foram alvos de busca e apreensão na Operação Trama Oculta, deflagrada nesta quarta-feira (28).
Conforme nota oficial do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), os agentes foram às ruas com o objetivo de cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares diversas da prisão nas cidades de Campo Grande, Sidrolândia, Dourados, Anastácio, Jardim, Mundo Novo e Caarapó.
Entre os alvos, estava Depiné, que é dona da Priscilla Malhas, em Sidrolândia. “Vieram à empresa. No endereço comercial, não acharam nada, não pegaram nada e não apreenderam nada. O Biaggi não trabalha aqui; ele trabalha na prefeitura e não tem nada a ver. Mas não pegaram documento nenhum. Estou tranquila, vou trabalhar à tarde. Não tem nada a ver”, explicou à reportagem do Jornal Midiamax.

O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), informou ao Jornal Midiamax que o secretário especial será ‘afastado temporariamente ou exonerado’.
Operação Trama Oculta
O Gaeco deflagrou nesta quarta-feira (28) operação que investiga grupo de empresários que formava uma espécie de cartel para fraudar R$ 3 milhões em licitações de confecções. Os agentes cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares.
As investigações apuraram que um grupo de empresários atuava numa espécie de cartel, ajustando preços de propostas em licitações para elevar artificialmente o valor dos contratos.
Em alguns casos, servidores públicos eram cooptados mediante propina para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento de materiais esportivos e confecções.
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Atualmente em cargo público, Welbet trabalhou para empresas de Dourados — que também foram alvos da investida do Gaeco — há alguns anos e acredita que, por conta disso, tenha sido alvo da operação. Ele representava os CNJPs em processos de licitação pelo Estado.
Entretanto, ele diz que, desde 2021, atua em outras áreas e não tem contato direto com certames públicos há anos. À reportagem, ele negou participação no esquema. Como ainda é investigado, o servidor público terá que usar tornozeleira eletrônica.